X. RECONSTRUÇÃO DA TEXTUALIDADE
Reconstrução da Textualidade, englobando coesão e coerência, e a Análise Linguística, com foco em Fonética, Fonologia e Ortografia.
Parte 1: Reconstrução da Textualidade
A textualidade é o conjunto de características que fazem de um enunciado um texto, e não apenas um amontoado de frases. Ela se constrói fundamentalmente sobre dois pilares: a coesão e a coerência.
1.1 Coesão Textual
A coesão refere-se aos mecanismos linguísticos que estabelecem conexões e relações entre as partes de um texto, garantindo a ligação harmoniosa entre palavras, orações, períodos e parágrafos. Ela confere unidade formal ao texto.
A. Coesão Lexical: Consiste no uso de recursos do léxico (vocabulário) para manter a continuidade temática e evitar repetições desnecessárias, tornando o texto mais elegante e fluído. Seus principais mecanismos são: Repetição: A reiteração de um mesmo item lexical ou de um campo semântico. Embora possa ser um recurso de ênfase, seu uso excessivo deve ser evitado. Exemplo: "O mar estava revolto. O mar trazia consigo uma fúria ancestral." (ênfase) Substituição Lexical: Sinonímia: Uso de palavras com significados semelhantes. Exemplo: "O rapaz era astuto. O jovem sempre encontrava uma saída." Antonímia (contextual): Uso de palavras com significados opostos, muitas vezes para criar contraste. Exemplo: "A alegria da vitória contrastava com a tristeza da derrota iminente." Hiperonímia/Hiponímia: Hiperônimo: Palavra de sentido mais genérico (flor). Hipônimo: Palavra de sentido mais específico (rosa, margarida – são hipônimos de flor). Exemplo: "Colheu várias rosas. As flores enfeitavam o jardim." ('flores' retoma 'rosas') Nominalização: Uso de um substantivo para retomar uma ideia expressa anteriormente por um verbo ou uma oração. Exemplo: "Os atletas se esforçaram muito. Esse esforço foi recompensado com a vitória." Elipse: Omissão de um termo que pode ser facilmente subentendido pelo contexto. Exemplo: "João comprou um livro; Maria, uma revista." (omissão do verbo 'comprou')
Palavras com Sentido Associativo (Campos Lexicais): Uso de palavras que pertencem ao mesmo universo de significado. Exemplo: "A escola estava em festa. Alunos, professores e diretores celebravam o fim do ano letivo."
A. Coesão Pronominal: Utiliza pronomes para retomar termos já mencionados (anáfora) ou antecipar termos que serão mencionados (catáfora), evitando repetições e estabelecendo referências.
Pronomes Pessoais:
Ø Retos (eu, tu, ele...) e Oblíquos (me, te, se, o, a, lhe...): Retomam substantivos ou expressões substantivadas. Exemplo (anáfora): "Ana chegou. Ela parecia cansada. Pedi-lhe que descansasse."
Ø Pronomes Possessivos (meu, teu, seu...): Indicam posse e retomam o possuidor. Exemplo: "O carro de Pedro é novo. Seu motor é potente."
Ø Pronomes Demonstrativos (este, esse, aquele e variações; isto, isso, aquilo):
§ Anáfora: Retomam algo já dito. "Esse(a)" e "isso" geralmente retomam o que foi dito mais recentemente ou o que está mais distante do falante no diálogo. "Aquele(a)" e "aquilo" retomam o que foi dito há mais tempo ou o primeiro de dois elementos mencionados. Exemplo: "Estudou História e Geografia. Esta (Geografia) o encantava mais que aquela (História)."
§ Catáfora: Antecipam algo que será dito. "Este(a)" e "isto" são frequentemente catafóricos. Exemplo: "Esta é a verdade: não iremos viajar."
§ Referência espacial, temporal ou contextual.
o Pronomes Relativos (que, quem, cujo, onde, o qual, quanto): Introduzem orações subordinadas adjetivas e retomam um termo antecedente (o referente). Exemplo: "O livro que li é excelente." ('que' retoma 'livro') "A cidade onde nasci é pequena." ('onde' retoma 'cidade') "O autor, cujos livros admiro, virá à feira." ('cujos' retoma 'autor' e concorda com 'livros')
o Pronomes Indefinidos e Interrogativos: Podem participar da coesão ao introduzir novas informações relacionadas a um contexto ou ao retomar de forma vaga.
As questões geralmente pedem para: Identificar o referente de um pronome ou de uma expressão lexical. Classificar o mecanismo de coesão utilizado (ex.: substituição por sinônimo, anáfora pronominal). Avaliar a correção e a clareza das relações coesivas. Reescrever trechos substituindo elementos para melhorar a coesão ou evitar ambiguidades. Analisar a função dos elementos coesivos na progressão das ideias do texto.
1.2 Coerência Textual
A coerência é a propriedade que confere sentido a um texto. É a articulação lógica e harmoniosa entre as ideias, fazendo com que elas se complementem e não se contradigam, resultando em uma unidade de significado. Enquanto a coesão é mais superficial e gramatical, a coerência é mais profunda, ligada à interpretabilidade.
Princípios e Fatores de Coerência: Não Contradição: As ideias apresentadas não devem se opor internamente, a menos que a contradição seja intencional e estilisticamente marcada (como num paradoxo). Não Tautologia Excessiva: Evitar a repetição viciosa de ideias já expressas, a menos que haja um propósito claro (ênfase, recapitulação). Relevância (ou Relação): As ideias e argumentos devem ser pertinentes ao tema central e conectados entre si. Continuidade Temática: O texto deve progredir de forma lógica, mantendo um fio condutor e desenvolvendo o tema sem desvios abruptos ou informações desconexas. Conhecimento de Mundo: A coerência também depende do repertório do leitor, que ativa seus conhecimentos prévios (linguísticos, enciclopédicos, culturais) para interpretar o texto. Informatividade: O texto deve trazer informações novas ou uma nova perspectiva sobre informações conhecidas, evitando o excesso de obviedade. Intencionalidade e Aceitabilidade: A intenção comunicativa do produtor do texto e a capacidade do receptor de aceitá-lo como um texto coerente e com propósito. Contexto Situacional: O ambiente e as circunstâncias em que o texto é produzido e recebido influenciam sua interpretação. Coesão: Embora não seja suficiente por si só, a coesão é um importante fator que contribui para a construção da coerência, ao tornar as relações entre as partes do texto mais explícitas.
Relação entre Coesão e Coerência: Um texto pode ser coeso, mas incoerente (ex.: frases bem conectadas gramaticalmente, mas com ideias absurdas ou contraditórias). Inversamente, um texto pode apresentar pouca coesão explícita, mas ainda ser coerente devido ao conhecimento de mundo e à capacidade inferencial do leitor (ex.: algumas poesias modernas, provérbios). No entanto, na maioria dos textos formais e dissertativos, a coesão é fundamental para a clareza e, consequentemente, para a percepção da coerência.
Como a Coerência é Cobrada em Concursos para Professor: Identificar problemas de coerência em um texto ou trecho (contradições, falta de progressão lógica, informações irrelevantes). Justificar a coerência de um segmento textual, explicando como as ideias se articulam. Analisar a progressão temática e a relação lógica entre parágrafos ou partes de um texto. Inferir informações implícitas que contribuem para o sentido global. Avaliar como a organização das informações e o uso de certos recursos linguísticos afetam a coerência.
X. RECONSTRUÇÃO DA TEXTUALIDADE
O tema da Reconstrução da Textualidade, com foco na coesão (lexical e pronominal) e na coerência, é um pilar nos estudos da Língua Portuguesa e, consequentemente, um conteúdo de alta relevância em concursos públicos para Professor de Português, incluindo aqueles organizados pela banca IDECAN. Compreender como os textos são construídos e como seus elementos se interligam para produzir sentido é essencial tanto para a análise textual quanto para a prática pedagógica.
Parte 1: Fundamentação Teórica da Textualidade
A textualidade é o conjunto de características que fazem com que um enunciado seja compreendido como um texto – uma unidade de sentido – e não como um simples amontoado de frases ou palavras. Os dois principais fatores que conferem textualidade a um discurso são a coesão e a coerência.
1.1 Coesão Textual
A coesão refere-se aos mecanismos linguísticos e gramaticais que estabelecem as conexões formais entre as partes de um texto (palavras, orações, períodos, parágrafos). Ela é responsável pela "costura" superficial do texto, garantindo a ligação entre os enunciados e a progressão das ideias de forma clara e conectada.
A. Coesão Lexical:
Consiste no uso de recursos do léxico (vocabulário) para retomar ideias ou termos, evitando repetições desnecessárias e garantindo a continuidade temática.
Seus principais mecanismos são:
Repetição (ou Reiteração): A repetição da mesma palavra ou expressão pode ser um recurso enfático ou um problema estilístico se excessiva e não intencional. Exemplo enfático: "Era uma vez um rei, um rei muito poderoso."
Substituição Lexical: Sinonímia: Uso de palavras com significados semelhantes ou aproximados. Exemplo: "O automóvel parou bruscamente. O veículo estava com problemas."
Antonímia (contextual): Uso de palavras de significado oposto para criar contraste, que pode ser um elo coesivo. Exemplo: "A vida é cheia de desafios, mas a morte é certa." (A oposição conecta os conceitos).
Hiperonímia/Hiponímia: Hiperônimo: Palavra de sentido mais genérico (ex: animal). Hipônimo: Palavra de sentido mais específico (ex: cão, gato – hipônimos de animal). A coesão ocorre quando um termo mais específico é retomado por um mais geral, ou vice-versa. Exemplo: "Viu um sabiá no galho. O pássaro cantava alegremente." (pássaro é hiperônimo de sabiá)
Nominalização: Uso de um substantivo para retomar uma ideia expressa anteriormente por um verbo, adjetivo ou uma oração inteira. Exemplo: "As crianças brincavam ruidosamente. Essa brincadeira incomodava os vizinhos."
Elipse Lexical (ou Zeugma contextualmente): Omissão de um termo lexical que pode ser facilmente inferido pelo contexto. Exemplo: "Gosto de maçãs; meu irmão, de peras." (omissão de "gosta")
Campos Semânticos (ou Associativos): Uso de palavras que pertencem a um mesmo universo de significado, mantendo o tema. Exemplo: "A aula começou. O professor explicava a matéria no quadro, enquanto os alunos faziam anotações em seus cadernos."
B. Coesão Pronominal (ou Gramatical Referencial): Utiliza pronomes (e alguns advérbios pronominais) para fazer referência a termos já mencionados (referência anafórica) ou a termos que ainda serão mencionados (referência catafórica) no texto, evitando repetições e estabelecendo conexões claras.
Pronomes Pessoais (Retos e Oblíquos): Retomam substantivos ou expressões. Exemplo (anáfora): "Mariana é estudiosa. Ela sempre entrega os trabalhos em dia. Os professores a elogiam."
Pronomes Possessivos: Indicam posse e remetem a um possuidor já mencionado. Exemplo: "João perdeu sua caneta."
Pronomes Demonstrativos (este, esse, aquele, isto, isso, aquilo, o, a, os, as – quando equivalentes a isto/aquilo): Anáfora: "esse(a)", "isso" retomam o que foi dito mais recentemente ou que está mais distante do falante no diálogo. "aquele(a)", "aquilo" retomam o que foi dito há mais tempo, o primeiro de dois elementos, ou o que está distante de ambos os interlocutores. Exemplo: "Estudei Gramática e Literatura. Esta é fascinante, aquela é fundamental." Catáfora: "este(a)", "isto" frequentemente antecipam algo que será dito. Exemplo: "Meu desejo é este: que todos sejam aprovados." Também podem ter função espacial ou temporal.
Pronomes Relativos (que, quem, cujo, onde, o qual, quanto): Introduzem orações subordinadas adjetivas e retomam um termo antecedente (o referente) da oração principal. Exemplo: "O livro que comprei é excelente." ('que' retoma 'livro')
Pronomes Indefinidos: Podem estabelecer coesão ao retomar de forma vaga ou ao introduzir um conjunto. Exemplo: "Havia muitos problemas. Alguns foram resolvidos."
Advérbios Pronominais (ou Referenciais): Advérbios de lugar (aqui, aí, lá, ali, onde) podem retomar lugares mencionados. Exemplo: "Fomos a Paris. Lá, visitamos a Torre Eiffel."
1.2 Coerência Textual
A coerência é a propriedade que confere sentido global a um texto, fazendo com que ele seja interpretável como uma unidade significativa e lógica. É a articulação profunda das ideias, que devem ser relevantes, não contraditórias e progressivas. Enquanto a coesão se manifesta na superfície textual (conexões gramaticais), a coerência é um fenômeno mais abstrato, relacionado à interpretabilidade e à construção de sentido.
Princípios e Fatores de Coerência: Não Contradição: As ideias apresentadas no texto não devem se contradizer, a menos que a contradição seja intencional e estilisticamente marcada (ex: paradoxo). Relevância (ou Relação): As informações e argumentos devem ser pertinentes ao tema central e conectados entre si. Não deve haver informações desconexas ou aleatórias. Continuidade Temática (ou Progressão): O texto deve apresentar uma progressão lógica das ideias, desenvolvendo o tema de forma consistente, sem quebras abruptas ou repetições desnecessárias que não acrescentem informação nova (não tautologia excessiva). Conhecimento de Mundo (ou Enciclopédico): A interpretação da coerência depende, em grande parte, do repertório de conhecimentos prévios do leitor (culturais, sociais, históricos, linguísticos) para fazer inferências e preencher lacunas. Informatividade: O texto deve trazer um equilíbrio entre informações conhecidas e informações novas para o leitor. Textos excessivamente previsíveis ou totalmente inesperados podem ter sua coerência afetada. Intencionalidade e Aceitabilidade: A intenção comunicativa do produtor do texto e a disposição do receptor em aceitá-lo como um texto coerente e com um propósito comunicativo. Situacionalidade: A adequação do texto ao contexto ou situação comunicativa em que ele é produzido e recebido. Intertextualidade: A relação do texto com outros textos já existentes pode ser crucial para a construção da coerência.
Fatores Linguísticos (incluindo a Coesão): Embora a coesão não garanta a coerência por si só (um texto pode ser coeso e incoerente), ela é um importante mecanismo que contribui para a percepção da coerência, ao tornar as relações entre as partes do texto mais explícitas e facilitar a construção do sentido.
Relação entre Coesão e Coerência: A coesão é um dos instrumentos que auxiliam na construção da coerência, mas não é o único nem o mais determinante. É possível haver textos com pouca coesão explícita que sejam perfeitamente coerentes (ex: alguns poemas, provérbios), assim como textos com muitos conectivos (coesos) que não fazem sentido (incoerentes). A coerência é, portanto, um fenômeno mais amplo, ligado à lógica e à interpretabilidade do texto como um todo.
Parte 2: Como o Tema é Cobrado em Concursos para Professor de Português (com Foco na Banca IDECAN)
A cobrança de coesão e coerência em concursos para Professor de Português é uma constante, pois avalia a capacidade do candidato de analisar a estrutura textual e a produção de sentido, habilidades essenciais para o ensino.
Abordagem Geral em Concursos: Identificação de Mecanismos de Coesão: Solicita-se que o candidato identifique qual palavra ou expressão está sendo retomada por um pronome, advérbio ou por um mecanismo de coesão lexical (sinônimo, hiperônimo, etc.). Pede-se a classificação do tipo de coesão empregado (ex: coesão por elipse, por substituição pronominal anafórica). Referentes Pronominais: Questões específicas sobre o referente de pronomes pessoais, demonstrativos, possessivos e, especialmente, relativos. Função dos Elementos Coesivos: Análise de como determinado conector ou mecanismo coesivo contribui para a progressão das ideias, para evitar repetições ou para estabelecer uma relação específica entre partes do texto. Reescrita e Correção: Propostas de reescrita de trechos para melhorar a coesão, eliminar ambiguidades causadas por problemas coesivos ou corrigir erros de referência. Problemas de Coerência: Identificação de trechos que apresentam problemas de coerência, como contradições, falta de progressão lógica, informações irrelevantes ou desconexas. Justificativa da Coerência: Análise de como as ideias se articulam para construir o sentido global de um texto ou de um fragmento. Relação entre Coesão e Coerência: Questões que exploram a interdependência (ou a independência relativa) entre os dois fenômenos. Inferências: A capacidade de fazer inferências corretas muitas vezes depende da percepção da coerência textual.
Especificidades e Foco da Banca IDECAN: A banca IDECAN, em suas provas para Professor de Português, tende a abordar coesão e coerência de forma bastante recorrente e com um certo padrão, embora sempre dentro do esperado para concursos da área. Com base na análise de provas e editais, observa-se:
Identificação Precisa de Referentes: A IDECAN frequentemente destaca um pronome (pessoal, demonstrativo, relativo) ou outra expressão anafórica/catafórica no texto e pede que o candidato identifique exatamente a qual termo ou ideia anterior (ou posterior) ele se refere. Exemplo de questão IDECAN (adaptado): "No trecho 'Ele visitou a cidade e encontrou seus amigos. Estes o receberam com alegria.', o pronome destacado retoma: (a) Ele (b) a cidade (c) seus amigos (d) alegria."
Classificação dos Mecanismos de Coesão: Pode haver questões que solicitem a identificação do tipo de mecanismo coesivo empregado (ex: "A palavra 'veículo' estabelece coesão com 'carro' por meio de: (a) sinonímia (b) hiperonímia (c) repetição..."). A IDECAN pode focar nos tipos mais comuns de coesão lexical e pronominal.
Função dos Conectivos (Operadores Discursivos): Embora os conectivos sejam um tópico à parte, sua função na coesão (e, por consequência, na coerência) é frequentemente explorada. A IDECAN pede para identificar a relação semântica estabelecida por conjunções e preposições que articulam orações e períodos, o que está intrinsecamente ligado à construção coesiva e coerente do texto. Exemplo de questão IDECAN (adaptado): "No período 'Estudou muito, portanto foi aprovado.', o conectivo em destaque estabelece uma relação de: (a) oposição (b) conclusão (c) explicação (d) adição."
Análise de Coerência em Fragmentos: A banca pode apresentar fragmentos de texto e questionar sobre a lógica interna, a progressão das ideias ou a presença de possíveis contradições. Pode pedir para identificar a ideia principal que garante a unidade de sentido de um parágrafo.
Relação entre Coesão e Clareza Textual: A IDECAN pode explorar como o uso adequado dos mecanismos coesivos contribui para a clareza do texto e como falhas na coesão podem gerar ambiguidades ou dificuldades de compreensão.
Interpretação de Texto Baseada em Pistas Coesivas: A compreensão de passagens do texto muitas vezes depende da correta identificação das relações estabelecidas pelos elementos coesivos. As questões de interpretação da IDECAN podem, implicitamente, testar essa habilidade.
Tipos de Texto Utilizados: A IDECAN utiliza uma variedade de gêneros textuais em suas provas, incluindo textos jornalísticos (notícias, artigos de opinião), literários (contos, crônicas, poemas), dissertativo-argumentativos e, por vezes, tirinhas ou charges (embora menos comum para coesão e coerência pura, mais para ironia/humor). A complexidade das relações coesivas pode variar conforme o gênero.
Como se Preparar Especificamente para a IDECAN (e outras bancas): Domine os Conceitos: Tenha clareza sobre a definição de cada mecanismo de coesão lexical e pronominal e os princípios da coerência. Pratique com Provas Anteriores da IDECAN: Esta é a estratégia mais eficaz. Identifique os padrões de questões, o nível de detalhe exigido e os tipos de distratores comuns. Atenção Redobrada aos Pronomes: Os pronomes (especialmente relativos e demonstrativos) são alvos frequentes. Treine a identificação rápida e precisa de seus referentes. Leia o Texto com Foco nas Conexões: Ao ler os textos da prova, já vá identificando como as frases e parágrafos se conectam. Cuidado com Distratores: As alternativas erradas muitas vezes apresentam referentes plausíveis, mas não os corretos no contexto específico, ou classificações de coesão que são parcialmente verdadeiras. Entenda a Diferença Sutil entre Coesão e Coerência: Embora relacionadas, saiba que a prova pode explorar essa distinção, por exemplo, perguntando se um trecho é coeso, mas não coerente.
Ao dedicar atenção a esses pontos, você estará mais preparado para enfrentar as questões sobre reconstrução da textualidade, coesão e coerência nos concursos para Professor de Português, incluindo os elaborados pela banca IDECAN, demonstrando uma sólida compreensão de como os textos são articulados para produzir sentido.
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